A Copa do Mundo na visão irreconciliável de dois
fundamentalistas das arquibancadas.
Direto da África do Sul
KLEDIR GARRASTAZU (apelido: Zangado)
Gaúcho de Jaguarão, fronteira com o Uruguai, é um autêntico caudilho dos estádios.
Presidente de honra da AVC – Associação dos Ex-Volantes e Cabeças de Área
do Rio Grande do Sul, é simpatizante do trabalho de Dunga à frente da Seleção, ainda
que não entenda por que diabos, com tantas boas opções que levou – especialmente
Kléberson, Ramires e Josué – o treinador insista em escalar os frangotes Kaká
e Robinho como titulares. Mandou matar um boi quando Ronaldinho e Diego foram barrados.
No caso de Ganso, matou dois. Seu grande heroi esportivo é Luiz Felipe Scolari.
Nem tanto pelo título mundial de 2002 e mais pelas atuações como zagueiro, nos tempos
de Aimoré de São Leopoldo.
WELLINGTON WILLIAM (apelido: Dengoso)
Fluminense de Niterói e carioca por aproximação, é o último romântico das cadeiras
azuis do Maracanã. Bicampeão do Torneio Inter Zonal de Futebol de Botão da Região
dos Lagos, no qual revolucionou a tática do esporte com a adoção do 2-2-6, acredita
piamente que Dunga, o inventor do "futebol horizontal" – no qual
os atletas passam mais tempo estirados, aplicando carrinhos, do que de pé –
é ninguém menos do que Obdulio Varella reencarnado. Seu grande ídolo é Maradona.
Não como jogador, pois sempre preferiu Cafuringa, mas como técnico. Um técnico que
promete escalar o ataque da Argentina com Higuaín, Milito, Tévez e Messi. E mais
Verón, Mascherano e os dois laterais, que terão liberdade para subir o tempo todo.
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