Produzido por US$ 6,5 milhões, custo baixíssimo para o padrão americano, “O Mensageiro” foi exibido nos Estados Unidos 50 salas, por 14 semanas, e rendeu apenas cerca de US$ 890 mil. Ao contrário de “Os Melhores anos de nossas vidas”, é um fracasso comercial retumbante, seguindo a tendência dos filmes que tratam dos conflitos nos quais os Estados Unidos estão envolvidos.
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Humpty Dumpty cai do muro e nem todos os cavalos/nem todos os homens do rei/conseguem juntar de novo seus pedaços. Pudera – o personagem da canção de ninar, conhecido de crianças educadas em inglês, tem a forma de um ovo.
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Mais estranho do que o título do filme dirigido por Beto Brant é a maneira como ele foi lançado. No Rio, ao menos, em um único cinema, com só uma sessão por dia, às 10 da noite, na sexta-feira, véspera do carnaval.
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Michael Haneke, diretor de “A fita branca”, foi um excelente antídoto para o carnaval. Comentarei o filme na edição de março da piauí. Por enquanto, registro apenas o fato de que o lançamento acontece, no Brasil, entre o prêmio Golden Globe de melhor filme em língua estrangeira e a entrega do Oscar, em 7 de março, quando concorrerá ao mesmo prêmio e também ao de melhor fotografia, com Christian Berger.
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Os blogs da piauí sairão em mais de quarenta blocos neste Carnaval.
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Escrito ao longo de onze anos e mantido inédito até ser incluído em “Exercícios de leitura”, o ensaio de Gilda de Mello e Souza “O salto mortal de Fellini”, relido depois da revisão de “8 1/2”, revela acuidade crítica incomum.
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Ao entregar o ingresso, custei a entender o que o porteiro me dizia. Na terceira repetição, o termo que nunca tinha ouvido ficou claro. Aquela sessão de “Nine”, na quinta-feira (11 de fevereiro), às 14 horas, na sala 6 do Unibanco Arteplex, no Rio, fazia parte do projeto “Cinematerno”, dedicado a mães de recém-nascidos.
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O maior mérito de “Nine”, dirigido por Rob Marshall, é motivar a revisão de “8 ½”, de Federico Fellini. Fora isso, haveria pouco a comentar. O filme demonstra o modo de funcionamento de uma certa imaginação norte-americana: “deseja a coisa verdadeira e para atingi-la deve realizar o falso absoluto” (Umberto Eco, “Viagem na irrealidade cotidiana”, 1984, p.14). Continua...
Depois de premiado em diversos festivais, “VJs de Mianmar” foi escolhido melhor documentário da competição internacional, em 2009, no Festival É Tudo Verdade. Agora, vem de ser selecionado para concorrer ao Oscar. Continua...
Será preciso dizer onde o diretor Elia Suleiman nasceu para comentar “O Tempo que resta”? Faz diferença se a história é ou não autobiográfica? É preciso mencionar que, além de diretor, roteirista e co-produtor, ele também é ator? E a semelhança dele com os mestres da autoironia, deve ser apontada? É importante saber se o filme foi premiado em algum festival?
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Beatriz, desde que a Thais subiu a serra para fugir do calor, fiquei desorientado, sem saber bem o que ver e o que achar do que vejo. De tão concentrada, nem email ela escreve mais. Por isso, adorei saber que vocês tinham gostado do filme do Spike Jonze. E lá fui eu, esperando concordar. Meio desconfiado, mas fui.
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Diante do filme dirigido por Clint Eastwood, o clichê é irresistível. “A pátria de chuteiras” expressa de forma simples e direta o tema de “Invictus”. Um arriscado e bem sucedido lance de “marketing” político, ao ser transposto para o cinema, parte da premissa de que o esporte pode contribuir para cicatrizar feridas históricas. Alguém realmente acredita nisso?
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Ele quis sair antes do fim. É verdade que a sessão do Estação Vivo Gávea, no Rio, na quinta-feira, 4 de fevereiro, às 17 horas, foi tumultuada. Quando o filme estava perto da metade, a imagem começou a piscar. Depois de alguns segundos de ameaça às retinas da platéia, saí para pedir providências. O funcionário que encontrei reagiu com total indiferença, mas deu a entender que verificaria o problema. A projeção continuou a piscar.
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Meu amigo Nilton diz que Luiz Carlos Barreto está no papel dele, alardeando o fracasso de “Lula, o Filho de Brasil”. Pode ser. Estranho é “O Globo” ( 28/1/2010 ) dar meia página, no primeiro caderno, a esse esforço de prestidigitação, onze dias depois de publicar página inteira tratando do mesmo assunto.
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Diante dos filmes de Joel e Ethan Coen é preciso ter cautela. “Um homem sério”, por exemplo, tem uma epígrafe atribuída a Rashi: “Receba com simplicidade tudo que acontece a você”.
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Em defesa da diversidade, José Joffily, Lucia Murat e Murilo Salles vêm a público para apoiar Domingos de Oliveira, por meio do artigo “O resto são efemérides”, publicado no “Globo”, em 30 de janeiro. Concordam com a afirmação feita por ele de que não há indústria de cinema no Brasil. A esse respeito, parece estar sendo forjado um certo consenso. Ainda assim, os três cineastas respeitam “os movimentos institucionais que desejam montar essa indústria”.
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Domingos de Oliveira está certo ao considerar que “há alguma coisa errada. Na base.” No artigo “Uma nova receita para o cinema brasileiro”, publicado no “Globo”, em 27 de janeiro, ele afirma que o cinema brasileiro não é uma indústria. E que “o filme estrangeiro domina o mercado, e não temos chance de competir”.
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Considerando que os parâmetros básicos da atividade cinematográfica no Brasil são os indicados na primeira parte deste post, o que leva o cinema a ser tratado como indústria? Por trás dessa postura, não estará apenas uma tática persuasiva? Continua...
“O risco-cinema”, matéria publicada no Segundo Caderno do “Globo”, em 17 de janeiro, apresenta números eloquentes. Assinada por André Miranda, indica tendência de queda acentuada na captação de recursos, entre 2008 e 2009, e resultados de bilheteria deficitários de alguns filmes; comprova, desse modo, que a renúncia fiscal, permitida por lei desde 1993, não está propiciando um processo de acumulação que permita à atividade cinematográfica tornar-se, um dia, autossustentável no Brasil.
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O “baita filme”, segundo meu amigo Nilton, recebeu nove indicações ao Oscar, inclusive a de melhor filme. Com o lançamento marcado para a próxima sexta-feira, o distribuidor brasileiro deve estar em festa. Continua...
Além de não incluir a greve da maison Chanel, mencionada no post anterior, “Coco antes de Chanel” também não menciona outro episódio, tão ou mais significativo, para completar o retrato desse ícone da moda, Coco Chanel. Declarada a Segunda Guerra, ela fecha sua maison e deixa Paris. Edmonde Charles-Roux não esclarece o que ocorre durante a ocupação alemã. Mas relata que Coco Chanel é detida, em setembro de 1944, por ordem da comissão de depuração, constituída para identificar e punir colaboracionistas.
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Este blog tem prazo de validade de seis meses e sairá do ar em junho de 2010

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