Nesta entrevista para o documentário "Uma Noite em 67", realizada no final de 2008, Johnny Alf revela pontos importantes de sua obra e personalidade. No auditório do hospital em que estava internado para lutar contra o câncer que o matou na semana passada, ele classifica sua música como "difícil" e fora dos padrões comerciais. Também justifica suas criações ao dizer que as inovações musicais é que ficam marcadas perante o público.
Precursor da Bossa Nova, Johnny foi um dos compositores mais inventivos da música brasileira. Mas seu talento está longe de ser reconhecido da maneira que deveria. Tímido e mergulhado exclusivamente em questões musicais, talvez tenha faltado talento para se promover. Um exemplo, revelado na entrevista, conta que ele foi convidado para o célebre show da Bossa Nova no Carnegie Hall, mas simplesmente esqueceu de ir.
A conversa foi conduzida pelos diretores Ricardo Calil e Renato Terra. O filme estreia em maio e contará a história da noite da final do III Festival da Record, ocorrido em 1967. Johhny Alf participou deste Festival com "Eu e a Brisa", que foi cantada por Márcia. A música se classificou para as eliminatórias, mas não chegou até a final. A entrevista com Johnny Alf não estará no filme. Os melhores trechos, ainda inéditos, estão abaixo.